A Fernanda chegou ao consultório com as mãos frias e um sorriso que tentava disfarçar o nervosismo. Ela tinha adiado essa consulta por três anos — três anos carregando um espaço vazio onde ficava o molar que precisou ser extraído quando ela tinha 28 anos. Antes de se sentar na cadeira, ela me olhou e disse baixinho: “Dra. Juliana, eu quero muito fazer o implante dentário. Mas tenho pavor de dor.”
Conheço bem essa sensação. Ouço ela toda semana.
E é exatamente por isso que resolvi escrever este texto com total honestidade — sem drama e sem falsa tranquilização. Quero te contar o que a Fernanda, e as centenas de pacientes que atendo há mais de 11 anos em Boituva, sentiram antes, durante e depois de um implante dentário em Boituva.
Antes de falar sobre dor, deixa eu te explicar o que estamos fazendo. Pensa assim: quando você perde um dente, a raiz some junto. E sem raiz, o osso da mandíbula começa a se reabsorver — como uma terra sem plantação que vai ficando árida. Em dois anos sem o dente, você pode perder altura óssea significativa, o que complica qualquer tratamento futuro.
O implante dentário é, literalmente, plantar uma nova raiz. Esse pequeno parafuso de titânio que vai para dentro do osso não é um corpo estranho — é um material biocompatível que o organismo aceita como se fosse seu. O processo se chama osseointegração, e leva de 3 a 6 meses para se completar. É o que garante que o implante vai durar décadas.
Uma coisa que pouca gente sabe: o titânio do implante é o mesmo material usado em próteses de quadril e joelho há décadas. Ele não enferruja, não causa reações alérgicas na maioria das pessoas, e o organismo literalmente cresce ao redor dele. Quando dou essa informação, vejo algo mudar no olhar do paciente. A informação correta já reduz metade do medo.
Aqui mora o maior mito. As pessoas têm medo da dor do procedimento, mas confundem duas coisas: dor durante a cirurgia e desconforto no pós-operatório. São experiências completamente diferentes.
A anestesia que uso é local — ela bloqueia a transmissão de dor na região específica. O que você vai sentir no momento da injeção? Uma pressão. Um formigamento. Em alguns casos, uma pontada de dois ou três segundos. Antes disso, aplico um gel anestésico tópico na gengiva para adormecer a região. Esse detalhe faz uma diferença enorme.
A velocidade da injeção também importa muito. Faço de forma lenta e controlada — é um protocolo que desenvolveu ao longo de muitos anos de prática. Durante a cirurgia, você vai sentir pressão e vibração. Vai ouvir o motor do aparelho. Mas dor, com a anestesia bem feita, não.
Isso é o que mais surpreende quem faz implante dentário em Boituva pela primeira vez: entram tensos, esperando o pior, e saem aliviados dizendo “foi isso?”.
A cirurgia na Felicity Odontologia dura em média 40 a 60 minutos por implante. Durante todo esse tempo, eu converso com os meus pacientes. Pergunto como estão. Conto o que estou fazendo em linguagem simples. Explico o que vem a seguir.
Meus pacientes geralmente ficam surpresos com o que não sentiram. A expectativa é de algo traumático. O que encontram é uma cirurgia que, na maioria das vezes, é menos desconfortável que uma extração de dente do siso.
A Fernanda ficou tão tranquila que foi conversando comigo sobre a filha dela durante quase todo o procedimento. Quando terminei, ela olhou pra mim e perguntou, genuinamente surpresa: “Já acabou?”
Aqui vou ser completamente honesta, porque é o que você merece saber antes de decidir.
Dia 1: a anestesia vai passando ao longo do dia. Você pode sentir um leve latejamento no local — não é dor intensa, é o organismo reconhecendo que foi mexido. Gelo intermitente (20 minutos com, 20 sem) ajuda muito. O anti-inflamatório que prescrevo antes do procedimento já age preventivamente. A maioria dos meus pacientes consegue dormir bem na noite da cirurgia.
Dia 2: costuma ser o dia de pico do inchaço. A região pode inchar um pouco — isso é esperado e é sinal de que o corpo está cicatrizando. Alimentação pastosa, sem exercícios físicos, gelo quando necessário. Dor significativa é rara, e quando acontece, responde muito bem à medicação prescrita.
Dia 3 em diante: a maioria dos meus pacientes retoma a rotina normal. O inchaço diminui, o desconforto reduz a cada dia, e o organismo começa o trabalho silencioso de osseointegração — aquele processo incrível em que o osso se une ao titânio.
Passados seis meses, a coroa definitiva é instalada. E aí começa a parte mais bonita: mastigar dos dois lados de novo, sorrir sem se esconder, não sentir mais aquela sensação de espaço vazio.
Seis meses depois da cirurgia, a Fernanda voltou para instalar a coroa definitiva. Ela entrou no consultório com um sorriso diferente daquele primeiro dia. Antes de se sentar, virou pra mim e disse: “Dra. Juliana, fiquei três anos com medo de uma coisa que foi mais tranquila do que tirar dente de leite. Me arrependo de ter esperado tanto.”
Isso é o que me move. Não é o parafuso de titânio, não é a técnica — é ver uma pessoa recuperar algo que perdeu. A Fernanda hoje mastiga dos dois lados, sem dor, sem constrangimento. O espaço vazio sumiu. O medo também.
Se você tem uma dúvida como a dela, eu adoraria conversar com você.
Tem dúvidas sobre o implante dentário?
Agende uma avaliação diagnóstica na Felicity Odontologia em Boituva. Vou te explicar tudo com calma, sem pressa e sem pressão. A primeira consulta é só para conhecer o seu caso.
Com carinho,
Dra. Juliana Matos de Andrade — CRO/SP 109085
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